segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009


A primeira vez agente nunca esquece. Aquela primeira pedalada de bicicleta, um toque de mão com a namoradinha do colegial, as primeiras braçadas em uma piscina, o primeiro amor, o primeiro beijo, o primeiro fora, a primeira decepção com a vida. Acertamos, porque temos total confiança de que aquilo que desejamos irá se realizar. Erramos, porque não confiamos em nós mesmos, ou temos medo das conseqüências que o acerto poderá causar em nossas vidas. A decepção é inesquecível, pois sabemos que mesmo dando o melhor de nós mesmos, aquele algo almejado não se tornou real.Ninguém ama intensamente uma segunda vez, terceira, ou quarta. Acreditamos tanto no primeiro amor, que nos entregamos totalmente à pessoa amada, é como se nada lá fora nos importasse , vivemos aquele romance tão intensamente que não escutamos a voz da razão, ficamos realmente cegos. Assim, vem à decepção do primeiro amor, ela deixa de te ligar, e quando você liga é algo tão seco, tão indiferente. Passam-se uns dias e você a vê com outra pessoa. Depois de vários pileques e choros você decide que irá seguir sua vida normalmente. Mas as cicatrizes nunca irão te deixar. Então, vem outro amor, e a pessoa se entrega totalmente a você, e você sabe que não pode corresponder a tudo aquilo que ela está te dando. Não que você não queira corresponder de igual intensidade e modo, mas o medo de outra decepção assombra a sua mente. É por isso que vários romances não são como realmente deveriam ser, sempre carregados de desconfiança, de medo, ciúmes, dúvidas e incertezas. Confiamos não confiando, amamos não amando.